13 janeiro 2010

É preciso...


"É preciso não esquecer nada: nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
 nem o sorriso para os infelizes nem a oração de cada instante. 
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta nem o céu de sempre. 
O que é preciso é esquecer o nosso rosto, o nosso nome, 
o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso. 
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos a idéia de recompensa e de glória. 
O que é preciso é ser como se já não fôssemos vigiados 
pelos próprios olhos severos conosco, pois o resto não nos pertence."
 (Cecília Meireles)


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